Terça-feira 19 Junho 2012

Yes


Quando falamos de música alternativa e recuando aos primórdios da definição, batemos de frente com Morphine, proveniente dos finais da década de 80 em Massachusetts. Banda formada por Mark Sandman, baixista e vocalista, Dana Colley no saxofone e Bill Conway, baterista.
Apresentando-se desde logo este trio sem guitarras, numa fusão de jazz e blues, marcaram a diferença com o instrumental que apresentavam aliado às letras surreais de Mark Sandman, demonstrando assim a genialidade da banda.
Foi já na década de 90 que se afirmaram como uma das mais promissoras do panorama musical alternativo, com cinco trabalhos de estúdio editados, foi com o terceiro álbum (1995), Yes, que atingiram o seu apogeu entre eles aqueles que seguiam freneticamente o seu trabalho, numa altura pouco consensual com a indústria da música, não impedindo isso de se tornarem uma banda de culto na década.
O álbum Yes é composto por doze temas escritos por Mark Sandman e conta, entre outras, com Honey White e Super Sex que deram origem aos dois singles do álbum. Outras grandes músicas deram um lugar especial na minha galeria, como o caso de Scratch, Whisper, Radar ou ainda All Your Way.
Numa atmosfera negra, ecoa uma voz inconfundível, embalada pelo ritmo metalizado e grave do saxofone, num experimentalismo de linhas de baixo e sons nitidamente contemporâneos extraídos das batidas de Conway.
Em Julho de 99, o impensável aconteceu. Mark Sandman cai fulminado num concerto em Itália, devastando os seus fãs e fazendo com que o legado dessa extraordinária banda ficasse por ali.
Mark morreu com 46 anos e com ele uma voz única e um talento inigualável.