Terça-feira 08 Novembro 2011

The Joshua Tree


The Joshua Tree é o quinto álbum de estúdio da banda irlandesa U2. É para muitos um marco na história da genialidade, um marco no rumo dos U2, retratando os conflitos da dualidade que nos assombra – o amor e o ódio – os sentimentos de revolta e de paixão. 
Lançado em 1987, brinda-nos com as músicas mais cruas e sentimentais da banda, não só por transmitirem paz e harmonia quando as ouvimos, mas também por delinearem uma linha de pensamento utópico, no sentido em que acabam por seguir alguns génios musicais como por exemplo Bob Dylan, Van Morrison e Keith Richards.
Apoiados numa imagem mental de um deserto, começaram a compor. Usaram como ponto de partida alguns ideais das políticas externas da América Central, centrados na fascinação que a banda possuía pelos Estados Unidos da América. Deserto, chuva, poeira e água tornaram-se na imagem predilecta para o álbum, tentando fazer passar a ideologia da metáfora da “seca espiritual.”
O Deserto de Mojave, na Califórnia, foi o escolhido e a árvore de Josué eleita para o nome e contra-capa do álbum, por ser resistente e retorcida. Depois de um fogoso Unforgetabble Fire, chegou-nos assim um álbum mais espiritual e realista, evidenciando preocupações político-sociais.
Foi no nono dia de Março de 1987 que o percurso dos U2 se alterou, com o lançamento de um álbum que viria a ser um dos melhores da década, de onde destaco Where the Streets Have no Name, I Still Haven’t Found what I’m Looking For que antecede With or Without You, uma das mais conhecidas do Joshua Tree, que nos presenteia um homem preso entre duas mulheres, num amor complexo e repleto de emoções. Running to Stand Still e Mothers of the Disappeared surgem como duas lufadas carregadas de sentimentos, pensamentos e lugares.
The Joshua Tree fez com que os U2 fossem a quarta banda a ilustrar a capa da revista Times, depois de Beatles, The Band e The Who. Um sucesso incrível, um álbum genialmente bem conseguido.