Terça-feira 07 Maio 2013

The Great Cold Distance


Negro mas terrificamente belo e surpreendente, é assim que defino este sétimo álbum da banda Sueca de doom metal. Não foge à norma nem vai além dos limites da banda. É a continuação de Viva Emptiness e um marco na história do metal alternativo. Um álbum vivo, cheio de histórias para contar, um álbum sem espaço para vazios, um álbum de se ouvir pelo menos uma vez na vida!
Leaders abre o álbum de uma forma incrível. Com uma introdução pesada, dá-nos caminho para uma voz doce e melancólica que encaixa muitíssimo bem nos riffs densos e nas batidas viciantes. Deliberation é das minhas favoritas, demonstrando a excelente produção nas várias mudanças de ritmo que fazem ao longo da música e a magnifica voz de Renkse que está melhor do que nunca. Soli’s Song transporta-nos ao lado mais depressivo da banda, num álbum já de si bastante melancólico e escuro.  My Twin é de louvar! Lembro-me da primeira vez que a ouvi e desde então foi impossível esquecer a série de sons que me enchiam constantemente o ouvido. A batida é viciantemente esmagadora e a guitarra está mais rica, formando assim uma consistente melodia que só nos faz querer ouvir mais e mais… Consternation dá-nos logo vontade de sair da cadeira, sendo das mais pesadas de todo o álbum. July enche-nos de riffs e linhas soltas perfeitamente encaixadas e o mérito de um trabalho distinto com todos os instrumentos, sendo a música que melhor demonstra a união entre o estado miserável e a pureza de espirito. Não é um álbum fácil de se ouvir, principalmente para quem não conhecer a essência de Katatonia. Mas façam um esforço porque garanto que valerá a pena!
In the White foi a primeira música que ouvi do álbum e é a que mais significado tem para mim. Para além de uma melodia belíssima, é a que transparece a letra mais sentida. De uma atmosfera delicada, está repleta de emoção e talvez seja isso que me faz gostar tanto da música destes senhores.
Estão melhor do que nunca e isso está patente no instrumental sólido e viciante que deram às musicas. A voz e as letras são eloquentemente arrepiantes… e assim se constrói um álbum com alma. Esta emoção é difícil de descrever, mas há uma boa maneira de a compreender…