Sexta-feira 09 Fevereiro 2018

Steven Wilson


Reportagem: Steven Wilson
Altice Arena – Sala Tejo, Lisboa
01/02/18

Um dia antes de os gigantes do metal, Metallica, terem enchido a Altice Arena, a lenda do rock progressivo, Steven Wilson, também protagonizou um concerto digno de registo para uma multidão de fãs, na Sala Tejo.
Sem necessidade de artista de abertura, Steven Wilson e os excelentes músicos que o acompanham, deram sensivelmente duas horas e meia de espetáculo, com um intervalo de quinze minutos pelo meio.
O foco deste concerto foi para o mais recente trabalho do músico, “To The Bone”, o qual tocaram quase na íntegra. De resto foram ouvidas músicas dos outros trabalhos de Steven Wilson a solo, ficando somente de fora o álbum “Grace for Drowning”. Meia dúzia de clássicos de Porcupine Tree também foram recordados nesta noite, com mestria por parte dos seus executantes, para felicidade dos fãs da banda principal onde Steven Wilson fez parte.
É importante referir que foi proibido o uso de telemóveis para filmar o concerto, algo que foi dito ao público à entrada do recinto, pelo pessoal da segurança. Tal regra foi cumprida escrupulosamente por parte do público presente que assim, preocupou-se somente em apreciar o espetáculo memorável proporcionado por Steven Wilson e os músicos que o acompanham, com destaque para o novo guitarrista Alex Hutchings, que demonstrou estar à altura do posto.
Desde fãs de longa data já com uma idade respeitável até seguidores mais jovens, todos reagiram efusivamente a músicas dos Porcupine Tree como as surpresas “Arriving Somewhere but Not Here”, “Heartattack in a Layby” e “Even Less” bem como às já mais habituais “Lazarus” e “Sleep Together” que Steven Wilson recorda várias vezes ao ao vivo. Dos temas a solo do músico destacaram-se “Pariah”, que teve direito ao holograma de “Ninet Tayeb” com um excelente resultado a nível visual, bem como “Home Invasion”, “Regret #9”, “Ancestral”, “Harmony Korine” e “The Raven That Refused to Sing”, retiradas de um já considerável conjunto de grandes temas que o músico possui a solo.
Com um concerto de longa duração e um alinhamento de temas invejável, não se pode afirmar que soube a pouco. No entanto o selo de qualidade de Steven Wilson permite-nos afirmar que se este regressar em breve todos este público fiel estará de volta também para rever este mestre do rock progressivo.