Quarta-feira 04 Abril 2012

Sin


Os Moonspell primam pelo lado bom do metal português, por um lirismo escuro e inspirador de uma alma filosófica e intimista de alguém cuja paixão pela música se consegue distinguir ao longe.
Trago-vos o Sin, o meu preferido de toda a discografia, mesmo quando se torna difícil escolher apenas um. Um álbum difícil de agradar a todos os fãs, mas um marco na diferença no mundo negro e eminente do metal.
Embarca o lado calmo, onde os Moonspell nos ensinaram a não ter medo da mudança, o lado extremista de variadíssimos sons e melodias que combinados formam a atmosfera perfeita de um álbum que faz uma banda demarcada e autêntica.
Nomes como Handmade God, 2econd Skin, Abysmo, Magdalene, Eurotica e Mute levam-nos numa viagem pura e resplandecente, através da combinação de guitarras e de órgãos, de sons electrónicos e recitação de poemas, sons eróticos fora da religião e do lugar, com refrões que nos acompanham, onde vemos a perfeita moldagem da voz de Fernando Ribeiro e a paixão dos restantes elementos na sua estrutura.
Sin é um pecado original. Um pecado obrigatório sob o feitiço da lua cheia. Mais que obrigatório, digo! Um refúgio de almas, melancólico, triste e melódico, mas o expoente da complexidade e dilatação das veias do Metal. É nosso e é muito bom, mesmo não espelhando algumas das melhores composições desta banda lusitana.