Quarta-feira 01 Fevereiro 2012

Ride the Lightning


Ride the Lightning é o segundo álbum dos Metallica, os reis do heavy e do trash metal. Lembra-me, por entre linhas, o desespero, a angústia, o medo de perder alguém muito próximo – não é por nada que o nome surge de uma gíria usada entre os prisioneiros como o desígnio à morte na cadeira eléctrica (que também surge na capa).
Na panóplia de boas músicas temos nomes como Fight Fire With Fire, a própria Ride The Lightning, For Whom The Bell Tolls, Fade To Black, Creeping Death, The Call of Ktulu (instrumental), todas já conhecidas pelos apreciadores de uma das bandas mais genuínas e demarcadas de sempre. O metal sempre foi algo difícil de compreender, mas, ao mesmo tempo, completa-nos e enche-nos os ouvidos. Fight Fire With Fire e Ride The Lightning trazem-nos poder e charme, melodias completíssimas com riffs estonteantes de Hammet e com um domínio de voz magnífico de James Hetfield que, na minha opinião, nunca teve o crédito merecido. For Whom The Bell Tolls e Fade To Black surgem então como clássicos imortais, músicas aptas a convencer todos os metalheads do que os Metallica são capazes. São músicas perfeitas na sua audição e na essência – baladas incomuns que tornam este álbum em sinergia e demonstram a capacidade de adaptação da banda.
Creeping Death, uma personificação assombrosa do seu título, possuidora de um instrumental bastante rápido e de uma musicalidade agressiva, denotando-se como um verdadeiro “kick in the ass”, com uma tonalidade brava e inúmeras mudanças de tempo – uma das obras-primas da banda.
É de salientar que Dave Mustaine, actual vocalista de Megadeth, também pertencentes aos Big Four (como os Metallica), ajudou na composição de duas das faixas mais importantes deste álbum: Ride the Lightning e The Call Of Ktulu.
Esta última, o instrumental encantador que remata todo este álbum intemporal da história do heavy metal, leva-nos num mundo de sonho, por entre a magia da guitarra de James, a suavidade das batidas de Lars, juntando-se a eles a experiência abismal de Cliff Burton que, na minha opinião, foi feito para tocar e amar o baixo.
É importante para mim no sentido em que transporta uma das primeiras músicas que me lembro de ouvir dos Metallica – aquela calminha do vinil “meio azulado” que o meu pai tinha em casa – e que, ainda hoje, é uma das minhas favoritas de sempre: Fade to Black.