Quarta-feira 22 Fevereiro 2012

Disintegration


Foi na década de 80 que os The Cure viram o seu ponto alto – Faith, Pornography e Disintegration são, na minha opinião, os seus melhores álbuns, recheados de clássicos e ícones da música inglesa alternativa.
Disintegration remete-nos para 89 e tem um significado especial para mim. De entre a panóplia de músicas com que nos brinda, foi também o primeiro álbum da banda que ouvi… e foi aquele que me fez apaixonar pela peculiar voz e estilo de Robert Smith e o rock alternativo e gótico da banda.
Pictures of You, uma das mais bonitas e melancólicas do álbum, envolvendo todos os românticos encantados pela beleza e sinceridade de toda a sua essência. Closedown surge então como um espectro da simplicidade e, ao mesmo tempo, demonstra a complexidade da banda em criar temas que nos penetrem facilmente a alma. Em Lovesong e Lullaby está bem patente a transparência deste álbum, mágico e completamente capaz de nos encher os ouvidos, repleto de baladas clássicas e intemporais.
Fascination Street aborda um tema mais ágil, mais furioso, onde vemos o constante pulso do baixo e da guitarra a par de linhas eloquentes do sintetizador e do teclado que brilham e ecoam por entre o espaço da música. Prayers for Rain surge na mesma onda, fazendo com que o álbum seja completíssimo, onde todos os instrumentos têm o seu merecido protagonismo.
Disintegration é, sem dúvida, uma música muscular, demonstrando que os horizontes dos The Cure nunca foram estabelecidos. É, sem dúvida, um álbum para ser ouvido bem alto, no calor do aconchego e do abraço que a junção de todas estas partes únicas nos oferecem. Um álbum mais que obrigatório. Um esmagar de sentimentos que vai saltando entre o depressivo e o confortante.